Vodanovic (PS) advierte sobre “consecuencias políticas” si Kast no apoya candidatura de Michelle Bachelet a la ONU
ChileLa senadora y presidenta do PS analisou a conjuntura em relação ao cabo submarino e lamentou o “tom confrontacional” que o círculo de José Antonio Kast tem adotado em relação ao governo.
A presidente do Partido Socialista (PS), senadora Paulina Vodanovic, advertiu ao futuro presidente José Antonio Kast que não apoiar a candidatura de Michelle Bachelet à Secretaria-Geral das Nações Unidas teria consequências em sua relação com a oposição e na aprovação de leis no Congresso.
No primeiro episódio da nova temporada do podcast “Cómo te lo explico”, Vodanovic também abordou a controvérsia sobre o projeto de cabo óptico chinês, avaliou o governo de Gabriel Boric e antecipou como seria a relação com o novo Executivo.
Kast e sua relação com a futura oposição
Durante a conversa, Vodanovic abordou como se vislumbra que será a relação entre a futura oposição e o governo que assume em 11 de março, liderado por Kast.
“Creo que uno finalmente ve que lo que se dijo en un principio, de esta buena relación, o buscar una relación de entendimiento, vemos que, y he escuchado a la vocera (Mara Sedini) como en un tono siempre de mucha crítica (…) es la futura vocera, pero es vocera de la campaña, o vocera de la OPE, y la verdad es que uno la escucha y pareciera que estuviéramos en campaña todavía, con un ataque muy frontal”, apontou a senadora sobre o tom das novas autoridades.
Nesse sentido, a senadora socialista demonstrou apreensões sobre o tipo de liderança que Kast poderá adotar, após suas visitas a diferentes líderes mundiais. Ela citou como exemplo as reuniões com o primeiro-ministro da Turquia, Víktor Orban; a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni; o presidente da Argentina, Javier Milei; e o encontro previsto com Donald Trump.
“Si va a copiar esos estilos de política, yo creo que eso le hace mucho daño a Chile y me preocupa”, acrescentou.
Consultada sobre se haverá consequências caso Kast não apoie Bachelet na ONU, Vodanovic afirmou que haverá “consequências políticas” no entendimento com a futura oposição.
“Yo creo que sería un tremendo error que el futuro gobierno no apoyara la candidatura de Bachelet. Obviamente, si es algo político… Me parece a mí que es evidente que va a haber consecuencias, pero que no son de un partido, que es de los sectores más amplios de la sociedad que exceden a lo que fue la Nueva Mayoría o la Concertación. Por lo tanto, imagino que el gobierno entrante estará haciendo un análisis acertado», advertiu.
Cabo submarino
Em meio à polêmica sobre o cabo submarino que busca conectar Concón a Hong Kong, na China, Vodanovic classificou como “um incidente bastante lamentável tudo o que vimos” em relação aos atritos entre as administrações que deixam e assumem o governo, após versões divulgadas desde La Moneda.
“Este cable chino pareciera tener una justificación técnica bien importante, que yo he echado de menos en el debate, donde no se ha justificado y donde hemos visto al final una pelea, un desorden, poca claridad, argumentos contradictorios, y creo que ya finalmente lo que pudimos ver ayer en esta discusión entre el Presidente Boric y el presidente electo, José Antonio Kast, creo que de verdad hay que llamar un poquito a poner las cosas en su lugar, a poner los intereses del país en primer lugar”, afirmou sobre o episódio mais recente do confronto entre o governo que sai e o que entra.
“Yo creo que hay un error de parte del gobierno en orden a lo que estoy señalando, a decir, este cable o esta decisión la tomamos por esto, porque era necesario, porque estratégicamente no podemos tener solamente alianzas con un sector o con un país, haber justificado aquello, y haber sido mucho más claro en la información”, acrescentou.
Ao mesmo tempo, criticou que, do lado do presidente eleito, haja um “tom confrontacional” com a atual administração.
“Creo que un tema tan importante como esto no puede ser, o estar finalmente en un enfrentamiento entre quién está dejando la presidencia y quién la asume”, disse.
Último conclave político
A senadora Vodanovic também abordou como será o encontro da próxima sexta-feira no último conclave político que reunirá os partidos que apoiam a gestão de Boric.
Nesse contexto, Vodanovic reconheceu que “ainda há quem se sinta bastante ferido” após as recriminações que tensionaram a relação com o PS por causa do apoio do partido à lei Nain-Retamal, que terminou por absolver Claudio Crespo, o ex-carabinero que cegou o deputado eleito Gustavo Gatica.
“Esto del día viernes es un acto final del gobierno con todos quienes participamos del gobierno. Nosotros fuimos un partido importante, por lo tanto, vamos a asistir, pero efectivamente, hay quienes todavía manifiestan que no se sienten conformes con lo ocurrido”.
Sobre as vozes dentro do partido que defendem não comparecer ao evento, Vodanovic reconheceu que “hay quienes me lo han manifestado, sí, claro”.
Por enquanto, ela adiantou que nesta quinta-feira haverá uma reunião da mesa diretiva do PS, na qual serão analisados os objetivos de comparecer ao encontro convocado pelo Executivo.
“Me parece importante llevar una opinión colectiva, no la opinión mía, sino una opinión al menos socializada con la mesa del partido”, afirmou Vodanovic.
Nesse sentido, a presidente do PS também afirmou que há algumas semanas conversou com o presidente Gabriel Boric após a polêmica surgida por questionamentos ao partido que lidera.